Foi um espectáculo.
No dia 8 a inauguração do novo fardamento deu à sessão comemorativa um toque especial.
As presenças notadas do Presidente da Câmara, Esmeraldo Carvalhinho, o Presidente de Junta de Santa Maria, Paulo Costa, o Pároco de Manteigas, P. Sérgio Mendes, outras entidades, e o Presidente da Música Nova, Carlos Viegas emprestaram a esta comemoração o pulsar musical manteiguense.
O convívio animou e durou.
Ano após ano a Música Velha faz o seu caminho. Não importa quem cá esteja.
O importante é que mantenha a vitalidade.
145º aniversário da Banda Boa União – Música Velha
Agradeço desde já a presença de todos vós em geral, sabendo que o mais importante hoje é a comemoração de mais um aniversário.
145 anos de labor ininterrupto.
De trabalho colectivo.
De entrega a Santa Maria, a Manteigas e às suas gentes. Isso, todos o reconhecerão. E devem encorajar-nos a manter o ritmo empreendedor que temos fomentado.
De 1984 a esta parte os músicos tiveram a seu lado dirigentes não-músicos. Os resultados, é nossa convicção, têm sido os melhores. E para isso muito contribuíram a carolice, o altruísmo e o esforço desinteressado.
E, como foi referido recentemente numa revista de âmbito nacional, e outra regional, para nós a luta contínua é sempre a mesma: formar músicos, gente com valor e sermos manteiguenses.
Hoje não é possível pactuar com a indiferença. Necessitamos de saber o que queremos, ter objectivos e zelar por cumpri-los. Assumir as opções.
Isto não representa arrogância. Antes pelo contrário, representa confiança, auto-estima, honestidade e coragem.
Porque a determinação não é um fim nem nenhuma moda, mas sim um meio para chegar a uma meta. A meta da Banda Boa União – Música Velha. Com esperança.
Neste aniversário temos um novo fardamento. Por necessidade, por imperativo e pelo futuro. Agradecemos ao Município a colaboração prestada. Nesta farda acrescentamos um logótipo próprio. Simples mas bem definido. Realçamos a Música Velha e Manteigas, as cores da Banda, azul damasco, e do Município, amarelo. E além da lira, a Estrela. Da Serra. É um trabalho da Música Velha.
Já é a terceira emissão do selo. E o valor intrínseco do selo está implícito na valorização que damos ao que é parte integrante da Música Velha. Este ano é a efígie do 10º maestro, P. Joaquim Dias Parente. A sua figura não necessita de mais encómios. O recente livro editado é bem elucidativo do seu valor. Tanto para a paróquia de Santa Maria como para a Música Velha.
A terceira caminhada pelo Planalto Central da Serra da Estrela, organizada pela Banda Boa União – Música Velha, será, com pequenas variantes, a mesma de há dois anos. Pela suavidade do percurso e pela beleza da sua paisagem. Entre a Torre e as Penhas Douradas. Porém, este ano tem maior acuidade o facto de subirmos o Vale Glaciar do Zêzere. Não por ser diferente dos outros anos, mas sim por estarmos a viver a candidatura do Vale Glaciar às 7 maravilhas naturais. Todos, e esta mensagem é para todos nós da Música Velha, nos devemos empenhar, até finais de Agosto, em votar e fazer votar os nossos amigos e conhecidos. Para que o objectivo seja o maior possível.
A Nova Sede, apesar dos contratempos a que os tempos actuais nos condicionam, continua nos projectos desta Direcção e de todos os que gostam da Música Velha. Não por um capricho qualquer mas por necessidade. E, sobretudo, porque a nossa determinação é de trabalho e planeamento. Não será fácil mas é possível. Porque, quando se quer, tudo se torna possível. É evidente que a Câmara Municipal e o Governo, temos a convicção, serão uma alavanca fundamental.
A juventude, neste paradigma dos tempos hodiernos, é o grande pilar da colectividade. Com ela, como disso já demos mostras, queremos construir o futuro da Banda Boa União – Música Velha. Não nos regatearemos a esforços. Não queremos que a interioridade de Manteigas seja impeditiva do desenvolvimento de boas condições para os residentes.
Os poucos “mais velhos” que continuam de pé firme têm o seu valor assegurado. E com mérito.
A população e, sobretudo, os encarregados de educação dos nossos jovens músicos merecem um louvor pela atitude cooperante permanente. Obrigado, também, às entidades oficiais pelo saber reconhecer em nós capacidades de bem-fazer.
Por isso a festa do nosso aniversário é de todos nós.